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  • Cultura da Visualização Arquitetônica - Level Creative Studio

    Este texto foi originalmente escrito em Inglês por Level Creative Studio e traduzido para o Português. A criação do escritório O escritório Level Creative Studio foi fundado há 6 anos. Tudo começou com duas pessoas: Stefano Mombelli e Samuel Silva Trovato. "Nós sempre tivemos um entusiasmo por tudo que origina da criatividade, desde esculturas a pinturas: no começo, a visualização arquitetônica surgiu da necessidade, com o intuito de ilustrar nosso design. Com o tempo, isso se tornou uma paixão, e em seguida uma profissão. Somos ambos graduados em Arquitetura e nos encontramos na primeira experiência de trabalho após a formatura. O desejo de criar imagens que pudessem ser meios de comunicação foi fundamental para a criação do estúdio: queríamos criar composições em que a atmosfera pudesse transmitir uma história e relembrar uma emoção ou memória. Atualmente temos diferentes especializações em nosso escritório, mas não atuamos como uma máquina separando os departamentos: nós preferimos nos reunir antes de qualquer tarefa, colaborar em ideias e conceitos e em seguida unir forças dependendo na tarefa. A industria de visualização arquitetônica está se tornando mais e mais competitiva, mas sempre tentamos ser diferentes, originais e criar relações com nossos colegas, competidores e clientes. Somos orgulhosos do relacionamento de confiança que estabelecemos com todos eles: acreditamos que o quanto mais próximo o relacionamento e a confiança mútua, melhor o resultado dos projetos. Um dos aspectos que nos orgulham é o fato de termos sido contratados pelo ViFX Academy há três anos para ensinar Visualização Arquitetônica e Pós-Produção. Ensinar é uma experiência única, e temos a honra de manter contato com os alunos mesmo após a conclusão dos cursos. Apesar de sermos professores, também aprendemos com nossos alunos, e sempre mantemos isso em mente quando nos direcionamos à comunidade." O processo criativo "Acreditamos que nessa indústria tudo é uma inspiração; claro que a fotografia, arte e etc são ótimos meios de inspiração; mas para nós, vivenciar a realidade é o método mais poderoso. Adoramos viajar e conhecer lugares diferentes, e tentamos recriar essas atmosferas em nossas imagens. Encontramos inspiração na rotina urbana: tudo pode ser inspiração, é importante lembrar disso. Quando trabalhamos com clientes, sempre tentamos impulsionar as visualizações à frente: é importante focar no projeto, mas o projeto em si deve comunicar-se com a cidade no futuro. Queremos que os clientes nos considerem parte da equipe de desenvolvimento do projeto, criando um respeito, compreensão e confiança mútua. Nós discutimos todos os aspectos do projeto com o cliente, tentando entender o conceito e necessidades, e por fim elaboramos ideias iniciais: primeiro criamos diferentes pontos de vista, desenvolvemos climas e cores sugerindo possíveis atmosferas e cenas reais que poderíamos recriar nas imagens. Começamos com esboços que podem ser facilmente entendido pelo cliente, e após um feedback, decidimos qual deles será desenvolvido. Composição e luz são o nosso primeiro instrumento nesta fase. Essa etapa é a mais importante para nós, porque uma boa escolha do ponto de vista, composição e luz é a metade de todo o processo (em termos do melhor resultado para dar ao cliente uma imagem satisfatória, e que principalmente esteja à par com a nossa filosofia. O realismo para nós nem sempre é um objetivo: neste setor, é claro, é algo importante, mas às vezes não deve ser considerado como a tarefa final. Para nós o principal é comunicar e explicar o projeto, e nem sempre é possível alcançar os dois, e é completamente normal! Às vezes, recebemos críticas como nao evidenciar o projeto na imagem. Um bom exemplo é a imagem que criamos para Geodata - RYAZANSKAYA, uma visão de dentro de um trem em um dia chuvoso; uma das muitas imagens que desenvolvemos para essa tarefa. Nesse caso, fizemos diferentes pontos de vista em que o projeto era claro e totalmente visível. Mas nessa imagem em particular, adoramos recriar o que um passageiro podia ver chegando na estação, talvez depois de uma longa viagem para voltar para casa." Conclusões Finais "Hiper-Realismo é como "eldorado" na visualização arquitetônica: é algo que todo artista 3D está buscando, e para nós é o mesmo, mas é importante não ficar obcecado com isso, porque temos que enfrentar o "realismo" desse trabalho que também é feito de cronogramas, alterações de programa e projeto, entregas, prazos e todos eles fazem parte do nosso trabalho, e precisamos aprender a conviver com eles! :D"

  • Portfólio como olhar crítico e identidade

    O Portfólio é seu cartão de visita, sua identidade, e seu repertório. Ele deve ser feito com cuidado pois representa suas conquistas e abre portas para seu futuro. Não há uma fórmula exata para um portfólio perfeito, mas existem técnicas de design, representação e conteúdo que podem trazer um resultado mais interessante. Abaixo você verá um "estudo de caso" de um portfólio aceito nas maiores universidades americanas e que recebeu mais de 15 propostas de emprego em escritórios internacionais renomados em 2020. Primeiro é necessário reforçar que cada um deve ter seu estilo próprio, que represente seu histórico e onde você deseja chegar em sua carreira. Se deseja trabalhar em áreas técnicas na arquitetura, então é necessário demonstrar suas habilidades técnicas. Se deseja trabalhar com design de conceitos, então é necessário representar estudos preliminares inovadores e de alta qualidade. E assim por diante. O que todos os portfólios devem ter em comum é consistência na representação e qualidade de conteúdo. Pense no portfólio como uma narrativa de suas conquistas, e leve o leitor a uma jornada pelas suas criações. Parte 1. Itens Chave Para um Portfólio de Sucesso 1. Identifique o público alvo Quem verá seu portfólio? Quem será seu empregador? Estas perguntas são o início do planejamento do portfólio, e guiarão seu conteúdo e representação. Montar um portfólio para uma universidade significa demonstrar um leque maior de habilidades, com projetos conceituais, artísticos, de exploração acadêmica e de múltiplas escalas. Montá-lo para um escritório mais corporativo, significa demonstrar domínio técnico e conceitual tanto da profissão, quanto das ferramentas e softwares necessários para a área (Excel, Adobe Suite, Software de Renderização e modelagem BIM e CAD, e etc). Já para um escritório de interiores, você pode demonstrar conhecimento e técnica em escalas menores, composição de espaço, detalhamento, visualização de projeto, criação de mobiliário, conhecimento de materiais e etc. Existem sobreposições entre todos os nichos na arquitetura, reforçando o argumento de que cada portfólio deve ser desenvolvido especificamente para o propósito desejado, seja ele para conseguir um emprego, uma bolsa de estudos ou auto promoção. 2. Crie uma linguagem gráfica consistente. A linguagem gráfica define o senso estético do seu portfólio. Para um portfólio bem sucedido você deve criar: -Hierarquia de texto -Hierarquia de imagem -Consistência de cores -Consistência de legendas -Consistência de layout Hierarquia de texto Utilize no máximo três tamanhos de fonte e apenas dois tipos de fontes diferentes. Você pode utilizar um tamanho de fonte para títulos, um para o corpo dos textos, e um para legendas. As fontes devem se manter consistentes ao longo do portfólio, utilizando por exemplo uma fonte para o corpo do texto e legendas e uma para os títulos, ou uma fonte para títulos e corpo, e outra para legendas. O importante é não exagerar na quantidade de fontes e seus tamanhos. Para textos muito pequenos, recomenda-se usar fontes com serifa, que possuem extensões no desenho de cada letra para facilitar sua leitura. Recomendamos fontes como: -Roboto -Avenir -Freight Book Pro -Open Sans -Playfair -Montserrat -Lato -Raleway -Cinzel Estas fontes são extremamente fáceis de ler e possuem um design atemporal. Evite fontes muito chamativas ou difíceis de ler, pois a pessoa que está analisando o portfólio pode perder o interesse. Hierarquia de imagem Utilize no máximo três tamanhos de imagem ao longo do portfólio. Por exemplo, você pode desejar ter um tamanho de imagem principal para cada projeto, um tamanho para o corpo de imagens, e um tamanho para imagens auxiliares que sejam apenas um complemento informativo ou um desenho de chamada. Consistência de Cores Defina uma paleta de cores que clarifique as suas ideias e projetos. A paleta de cores é extremamente pessoal e define o tom que o analisador lerá seu portfólio. Paletas em tons pastéis são preferíveis atualmente. Elas facilitam a leitura do conteúdo e não deixam o portfólio denso ou poluído visualmente. Cores claras podem destacar as imagens e textos, e cores escuras podem ajudar a trazer um tom mais exploratório. Escolha uma cor mais chamativa para destacar detalhes importantes. O magenta, vermelho ou azul são cores desejáveis para realizar esta função. Consistência de Legendas Legendas são essenciais ao portfólio. Elas descrevem imagens, detalhes e chamam atenção ao que interessa. Por isso elas devem ser sempre implementadas com rigor e consistência. Legendas textuais devem sempre estar alinhadas com a informação que elas destacam, evitando confusão e conflito de hierarquia. Sugere-se que legendas gráficas, como simbologias ou escalas, sejam posicionadas sempre com a mesma orientação e de preferência na mesma posição na página. Consistência de Layout O layout da página deve ser consistente ao longo do projeto para uma leitura uniforme. Utilize sempre linhas guias e não tenha medo de deixar áreas em branco no portfólio. Áreas em branco são extremamente importantes para o respiro entre informações. Não tente inserir todos os desenhos, textos ou imagens por projeto. Selecione apenas o essencial e lembre que muitas vezes o analisador não terá tempo para ler todos os textos, então mantenha o portfólio sucinto, simples e de fácil visualização. Para o layout da página é recomendado ter entre dois e quatro tipos de layout de página por projeto (Layout de capa, layout de introdução, layout de desenhos e diagramas, e layout de imagens) Estes podem ser combinados e simplificados. Lembre-se de manter informações importantes na mesma posição independente do layout da página (Título do projeto, ano, posição da escala gráfica, espaçamento entre imagens e textos e etc) assim o leitor saberá onde encontrar a informação. 3. Faça uma curadoria crítica dos seus projetos. Ao decorrer do tempo você terá cada vez mais projetos para incluir no portfólio, mas é extremamente importante limitar e qualificar seus projetos. O número recomendado de projetos é entre 5 e 10 projetos, ou aproximadamente 20 a 30 páginas. Dessa forma você pode demonstrar suas habilidades e estilo projetual rapidamente e com objetividade. O portfólio é uma representação de seu histórico, e um reflexo do seu estilo, então é extremamente importante que você seja crítico ao escolher o conteúdo a ser apresentado. Isso também remete ao item 1 descrito, em que você deve escolher os projetos de acordo com o público que analisará seu portfólio. O portfólio deve ser feito sob medida para cada entidade ou escritório que o analisará. 4. Diagramas são importantes Não subestime o valor de um diagrama. Estes desenhos são desenvolvidos para simplificar o entendimento do conceito do projeto, agilizando a leitura e complementando o nível de informação do projeto. Diagramas de conceito, análises ambientais, estrutura, programa e volumetria adicionam valor ao portfólio, demonstram domínio de síntese e ilustram seu estilo gráfico. 5. Não exagere em desenhos técnicos Desenhos técnicos mostram seu domínio da prática, de software e de representação. Contudo, eles devem ser elaborados de acordo com a escala que o portfólio será visualizado. Um erro grave é inserir o desenho técnico original que seria impresso em uma folha A0, em um portfólio que será impresso em uma folha A4 ou A5. Simplifique o desenho técnico para o entendimento do projeto ou adicione uma "mosca" do desenho original apenas como referência gráfica. Por fim, não há a necessidade de inserir todos os desenhos técnicos realizados para o projeto. Inclua sempre apenas o necessário, que tenha informações relevantes ao portfólio. 6. Uma imagem vale mais que mil palavras Não exagere nos textos. Inclua descrições breves acompanhadas de imagens e desenhos ilustrativos autoexplicativos. Uma boa imagem pode substituir três ou quatro imagens, e textos que não agregam valor informativo ao projeto. Parte 2. O Conteúdo O que incluir: - Capa (obrigatório) - Descrição de interesses (opcional) - Carta de Introdução e Intenção (opcional mas recomendado) - Currículo (obrigatório) - Sumário (opcional mas recomendado) - Projetos com descrições, diagramas e/ou desenhos à mão, desenhos técnicos, renderizações ou fotos (obrigatório) - Página de referências (opcional) Capa A capa é a primeira impressão, e uma amostra do seu estilo. Ela deve apresentar claramente o título (Portfolio), seu nome, o ano, e na maioria das vezes o cargo que procura ou o programa acadêmico ao qual está aplicando. Descrição de interesses Na primeira página do portfólio é possível inserir uma breve descrição dos seus interesses, objetivos e currículo, para que a pessoa que esteja analisando seu portfólio entenda quais são suas intenções profissionais. Essa descrição deve se limitar a apenas um parágrafo. Carta de Introdução e Intenção A carta de Introdução e Intenção pode estar anexa ao portfólio como no corpo do email junto ao portfólio. Apesar de ser opcional, recomenda-se criar a carta narrando suas experiências profissionais prévias e o que faz de você um bom candidato à posição que está aplicando. Uma possibilidade de estrutura da carta é: -Comece descrevendo qual posição ou vaga você está aplicando -Descreva brevemente qualquer experiência de trabalho, pesquisa ou estudo relevante -Descreva quais são seus atributos e o que faz de você um bom candidato -Solicite uma reunião ou entrevista Currículo A página de currículo deve conter suas informações de contato, experiência de trabalho, educação, e qualquer experiência de vida e habilidade relevante como trabalho voluntário, cursos, linguas, e software. Se você é uma pessoa com mais experiência, então comece sempre descrevendo seus cargos prévios, seu papel em cada uma das empresas, e projetos trabalhados. Se ainda não possui experiência de trabalho, então coloque sua educação primeiro, do mais recente para o mais antigo. Descreva seus projetos relevantes produzidos ao longo de sua educação, e qualquer concurso ou premiação recebida. Sempre informe o local e data do evento descrito, e o nível de proficiência na habilidade descrita. Mantenha todos os textos alinhados e siga uma hierarquia textual e gráfica. Neste exemplo, os títulos estão em caixa alta, e negrito. A descrição está com uma fonte com serifa, e o texto com a mesma fonte do título, sem negrito. Esta técnica ajuda a redirecionar a atenção ao que realmente interessa. Sumário É extremamente recomendável que seja feito um sumário. Isso facilita a leitura e busca pelo projeto, e demonstra organização. Seu sumário pode estar condensado em uma única página, como pode ser subdividido ao longo do portfolio, em diferentes categorias como tipologia de projeto ou escala, criando sub sumários entre os projetos. Projetos Sempre comece com seu melhor projeto. Primeiras impressões são as que contam. Defina se a distribuição dos projetos será cronológica ou por tipologia. Selecione uma imagem para ser a capa do projeto. Isso manterá o leitor engajado e cria uma primeira impressão positiva. Use uma imagem que explicite o conceito principal do projeto. Ao lado, descreva o projeto em um breve parágrafo, cite pessoas que participaram do projeto, seu papel no desenvolvimento do projeto, e o local e ano em que foi feito. Continue descrevendo o projeto, e ilustre o conteúdo do texto com imagens e diagramas. Mostre plantas, cortes e qualquer outro desenho que explique o projeto. Lembre-se de filtrar o nível de informação e complexidade do desenho. Contra capa A contra capa deve conter qualquer informação adicional ao portfólio e seu contato. Você também pode adicionar uma página de referências, que pode ser usada como um fechamento de portfólio, demonstrando suas inspirações projetuais e bibliográficas. Caso não possua referências, esta página pode também ser usada para incluir um compilado de projetos seus, mais antigos, que demonstrem amplo repertório e experiência. Conclusão O portfólio é a primeira impressão do seu futuro empregador ou universidade, e demonstra não só suas habilidades, mas seus interesses. Seja sempre consistente e leve em conta a facilidade de leitura, organização e qualidade do portfólio. Use essa oportunidade para criar um material que represente quem você é e quer ser como profissional ou acadêmico. Não exite em explorar estilos gráficos e técnicas textuais. Seja criativo. Corrija erros ortográficos e use imagens em alta qualidade e legíveis. Quando analisadores encontram um portfólio com erros básicos, eles perdem o interesse e você perde a oportunidade de demonstrar seu potencial. Existem milhares de portfólios sendo produzidos diariamente por estudantes e profissionais extremamente qualificados. Crie um portfólio do qual você se orgulhe, que te diferencie e ilustre todo o trabalho e esforço.

  • Inteligência Artificial na Arquitetura: O balanço entre o ganho de eficiência e o custo ambiental.

    Imagine ter uma ideia para um novo projeto arquitetônico, e ao invés de desenhar, ou modelar no computador, simplesmente ditar a sua ideia através de um audio e ter o projeto pronto em instantes. "Hey Siri, crie uma planta de apartamento que tenha três quartos, dois banheiros, uma cozinha aberta para a sala com um terraço voltado para a face com mais vista da cidade"; e em segundos, você tem uma planta detalhada com todos os utensílios e dimensões corretas. É isso que plataformas de Inteligência Artificial proporcionarão para nós designers e arquitetos. A GPT-3 da OpenAI, é uma das plataformas que promete mudar o jogo para criação de elementos sem precisar de conhecimento algum em programação. Com mais de 175 bilhões de parâmetros, a plataforma pode gerar scripts, escrever artigos, criar obras de arte e desenvolver aplicativos, apenas com o comando da voz, sem nenhuma supervisão humana adicional. Ao procurar por padrões em sua base de dados, a plataforma sugere soluções que encaixam nos parâmetros do áudio gravado pelo usuário. GPT é uma abreviação para Generative Pre-training Transformer, ou Transformador generativo pré-treinamento, que usa algoritmos de Machine Learning para aprender automaticamente a partir de sua experiência sem ter que ser reprogramada. Para a Arquitetura isso significa criar uma base de dados com milhares de anos de experiência e experimentos, que sirvam como repertório para criar uma nova Arquitetura informada, customizada e conectada. Não podemos mais negar que a tecnologia está enraizada na Arquitetura, seja ainda pelo CAD, BIM, Ferramentas Paramétricas, e mais recentemente, o Design Generativo. Como Arquitetos devemos dominar estas ferramentas para gerar formas e espaços que impulsionam a vida na terra (e fora). A Inteligência Artificial não se tratará mais de apenas definir a orientação ótima de um ambiente, ou sua geometria, espessura ou textura, mas sim de ter uma consideração ampliada ao entorno, uso, historia, tipo de usuário e materialidade local, gerando opções de design altamente informadas por precedentes e tipologias otimizadas, se tornando não só uma extensão do lápis em nossas mãos, mas de nossos sentidos e inteligência. Ferramentas como o GPT-3 podem servir para facilitar e agilizar o processo de criação de múltiplas variações de um mesmo design arquitetônico, seja a partir de um estilo ou uma organização específica. Assim como modelos generativos, a Inteligência Artificial analisa o banco de dados de repertório, e os requisitos impostos pelo usuário, e qualifica-os, rankeando suas possibilidades do menos para o mais bem adaptado. Estas ferramentas se tornam parte do processo projetual, com uma visão holística à arquitetura, extraindo nao só quantidades mas qualidades, entendendo e dissecando todos os fatores que influenciam o processo de desenvolvimento espacial a partir da tentativa e erro. Por outro lado, devemos estar conscientes do impacto ambiental que esse poder tecnologico traz. Armazenar 45 terabytes de memória demanda um consumo energético intenso, aumentando a pegada de carbono significativamente. Estudos indicam que treinar um processador de Inteligência Artificial pode gerar mais de 280 toneladas de dióxido de carbono, o equivalente a cinco vezes a emissão de um único carro. Sabendo disso, devemos nos perguntar como desenvolver novas ferramentas que impulsionam a prática da arquitetura, mas que usem a inteligência tecnológica da maneira mais eficiente possível, beneficiando o usuário sem impactar negativamente o meio ambiente. Energias renováveis e sustentáveis devem estar no núcleo da discussão, visando o investimento intensivo em pesquisa e aplicação de novas alternativas, verificando o balanço entre o ganho para o projeto arquitetônico, e o custo ambiental.

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  • Pos Produção + Photoshop | ArqBit

    NÍVEL Básico e Intermediário (Não requer experiência prévia em Rhino ou Grasshopper) Lumion + Photoshop . Lumion e Photoshop é um curso para aqueles que querem aprender as técnicas essenciais de composição e renderização. Aqui o aluno vai aprender como os maiores estúdios de visualização criam suas imagens (Técnicas de camera, cor, materiais, modelos e etc). O aluno concluirá o curso com habilidades diversas em composição de imagem e domínio de ferramentas. 4 Dias - 12h de aulas + 1h de atendimento individual a ser agendado após a conclusão das aulas. Inscrição Lumion + Photoshop. A visualização arquitetônica passou de uma habilidade especializada, para uma habilidade necessária. Com a democratização das ferramentas de Renderização e visualização em tempo real, agora está cada vez mais fácil e rápida a apresentação de imagens, animações, panoramas e realidade virtual para clientes. Inscrição Dia 01. Introdução à Renderização Introdução ao Lumion Interface do Lumion e suas ferramentas Ajustando o modelo para Renderização Importando Modelo ao Lumion Renderizando uma imagem com Lumion Dia 02. Criando templates de ajustes com Lumion Criando uma biblioteca de Materiais com Lumion Renderizando um vídeo (animação) com Lumion Renderizando um Panorama com Lumion Dia 03 . Introdução aos passos de Pós-produção, e organização com Photoshop Pós-produção de imagem renderizada com Lumion. Dia 04. Pós-produção de imagem renderizada com Lumion . ​ Apresentação de Projetos Dia 05 . Atendimento individual Nível. Básico e Intermediário (Não requer experiência prévia) Metodologia. O curso foi estruturado para ensinar aos participantes o uso do Lumion® (plug-in de renderização) como uma ferramenta generativa, de maneira a integrá-la aos processos arquitetônicos. Com o uso da programação visual com o Grasshopper, os participantes aprenderão como construir e gerenciar estruturas de dados paramétricos (de listas simples a árvores de dados complexas) e como desenvolver formas e geometrias complexas orientadas por dados. O que é o Pós Produção. Pós Produção é o tratamento de uma imagem, adicionando elementos para compor uma ambiência, corrigindo cores e luz, e ajustando proporções e composição. Usualmente, pós produções de imagens de projetos arquitetônicos são realizados no Photoshop e Lightroom, aplicativos da Adobe. Habilidades em software. Não requer habilidades prévias em Pós-produção ou Photoshop. Os participantes devem utilizar seu próprio laptop com software pré-instalado. Tutor. Victor B. Ortiz (Arquiteto e Urbanista, Mestre em Design Paramétrico pela Universidade de Cornell - MSc Advanced Architectural Design) Local. O curso será realizado virtualmente através do aplicativo ZOOM Um link será enviado após a inscrição completa. Datas e horários. Fim das inscrições: a definir. Datas do curso: a definir. Duração de cada aula: 3h/aula. Data do atendimento: a ser agendada com cada estudante. Investimento para participação. R$850,00 Nota. O curso tem vagas limitadas de – 15 integrantes ** O curso deve ser conduzido pelo organizador a critério exclusivo de atingir um número mínimo de inscrições (5 pessoas) Download de Software. Lumion pode ser baixado aqui . Photoshop pode ser baixado gratuitamente aqui . Contato . Para dúvidas por favor entre em contato aqui .

  • Revit + Photoshop | ArqBit

    NÍVEL Básico e Intermediário (Não requer experiência prévia em Revit ou Photoshop) Revit + Photoshop . Revit + Photoshop é um curso intensivo de quatro dias que aborda todos os aspectos de criação de conceito, modelagem e criação de desenhos em revit, do básico ao avançado, modelagem parametrica e estrutural e por fim a visualização arquitetônica com pós produção em Photoshop. 4 Dias - 12h de aulas + 1h de atendimento individual a ser agendado após a conclusão das aulas. Inscrição Revit + Photoshop. O BIM se tornou uma ferramenta necessária para arquitetos de todo o mundo. Com isso, montamos um curso exclusivo com todo conteúdo necessário para utilizar o BIM tanto na vida acadêmica quanto profissional. Aqui você irá aprender desde o desenvolvimento de massas e diagramas, à criação de geometrias complexas e paramétricas dentro do Revit, como coberturas e fachadas, documentação e Renderização. Em seguida, ensinaremos as técnicas e ferramentas essenciais para pós-produção de renderizações, no Photoshop, concluindo assim um ciclo completo de conhecimentos essenciais para ser bem sucedido na arquitetura. Inscrição Dia 01. Introdução ao BIM Interface do Revit e suas ferramentas Iniciando um projeto Projeto conceitual de uma residência Lógica básica, ferramentas, parâmetros, componentes Dia 02. Massa e Terreno Criação de Parâmetros Projeto de Pavilhão Paramétrico Importando Modelos Externos Dia 03 . Documentação Criação de Tabelas e Quantitativos. ​ Projeto de uma Torre Corporativa Análise e Avaliação da Geometria Armazenamento de Arquivos Dia 04. Renderização Pós Produção ​ Exposição dos Trabalhos Dia 05 . Atendimento individual Nível. Básico e Intermediário (Não requer experiência prévia) Metodologia. O curso foi estruturado para ensinar aos participantes o uso do Revit® como uma ferramenta de concepção e desenvolvimento de projeto, de maneira a integrá-la aos processos arquitetônicos. A partir de uma série de exercícios de projeto (Residencial, Pavilhão e Torre), serão vistas todas as ferramentas, comandos, e conceitos essenciais de modelagem com BIM (Revit), e por fim concluiremos com a produção de uma imagem realista para representar um projeto, realizando a pós produção no Photoshop. O que é o Revit. Revit® é uma ferramenta de modelagem BIM, que possibilita a visualização de um modelo em duas e três dimensões, a documentação, detalhamento, análise e simulações, coordenação de projeto e administração do desenvolvimento, construção e uso da edificação. Habilidades em software. Habilidades ou conhecimentos básicos de modelagem de software de arquitetura como AutoCAD e Sketchup não são obrigatórias, mas são recomendáveis. Os participantes devem utilizar seu próprio laptop com software pré-instalado. Tutor. Victor B. Ortiz (Arquiteto e Urbanista, Mestre em Design Paramétrico pela Universidade de Cornell - MSc Advanced Architectural Design) Local. O curso será realizado virtualmente através do aplicativo ZOOM Um link será enviado após a inscrição completa. Datas e horários. Fim das inscrições: a definir. Datas do curso: a definir. Duração de cada aula: 3h/aula. Data do atendimento: a ser agendada com cada estudante. Investimento para participação. R$850,00 Nota. O curso tem vagas limitadas de – 15 integrantes ** O curso deve ser conduzido pelo organizador a critério exclusivo de atingir um número mínimo de inscrições (5 pessoas) Download de Software. Revit pode ser baixado aqui . Photoshop (Avaliação de 7 dias) pode ser baixada aqui . Contato . Para dúvidas por favor entre em contato aqui .

  • Visualização Arquitetônica | ArqBit

    VISUALIZAÇÃO Tópicos: História, Mercado, Arte, Tecnologia, Software. Visualização . A visualização arquitetônica é a habilidade de retratar a arquitetura futura e não construída no presente, englobando imagens estáticas, vídeos, panoramas, realidades virtuais e aumentadas, instalações interativas e entre muitos outros, sem uma definição de estilo específica, podendo ser desde um desenho a mão e pinturas, até um senário virtual de um filme. VISUALIZAÇÃO Com o rápido desenvolvimento e uso generalizado de software 3D, um crescente vários arquitetos e designers estão aplicando tecnologia 3D em seus projetos para complementar os métodos de representação 2D tradicionais. As tecnologias 3D visualizam e simplificam informações complexas e abstratas para clientes e produzem comprovações quantificáveis da qualidade, benefício econômico e funcionamento de um projeto. ​ Alguns argumentam que o alto custo e investimento de tempo necessário para o uso de software 3D são impedimentos significativos para a adaptação desses Softwares por Arquitetos e Designers . No entanto, com os avanços de programas de baixo custo, ou gratuitos, de renderização em tempo real, Arquitetos e Designers agora ganham independência e diminuem a necessidade de uma mão de obra especializada. A demanda por visualizações 3d vai chegar a $5.72 bilhões até 2025 Dentre os fatores de crescimento da demanda pela visualização 3d, estão o aumento da demanda por produtos personalizados, a adoção crescente da renderização 3D no setor de construção e imobiliário, a terceirização de serviços de renderização 3D, o aumento da aplicação de renderização 3D na comunicação e marketing dos projetos, e a crescente demanda por renderização em tempo real. 42% do mercado de visualização é dominado pela Arquitetura e Construção Dentre os consumidores da visualização 3D, estão a Arquitetura, Engenharia e Construção, a Indústria Automotiva, a Indústria de Jogos ( que é lider em desenvolvimento da tecnologia de visualização 3d), a Indústria Hospitalar, Manufatura, Mídia e Entretenimento. No ramo da AEC, a visualização 3D facilita o descobrimento de falhas de projeto antes da construção, agiliza a tomada de decisões e comunicação, e potencializa o marketing. 38% do mercado da visualização é concentrado nos Estados Unidos. Os Estados Unidos, Europa e Ásia, investem densamente no desenvolvimento computacional, e atualmente dominam o mercado da visualização 3d e produção de novas ferramentas de representação projetual. No Brasil, apesar da falta de mão de obra especializada, e o lento ritmo dos avanços tecnológicos, a taxa composta de crescimento anual no mercado e adoção de visualização 3D é de 25% até o ano de 2026. A ORIGEM A visualização arquitetônica existe há séculos como um meio de comunicação de design e conceituação de edificações. Anteriormente reservado às indústrias de fotografia e jogos, a renderização 3d ganhou força nas indústrias da Arquitetura, Engenharia e Design. Com o aumento do poder computacional, veio o desenvolvimento das mais avançadas ferramentas de software de modelagem 3D, tornando-as mais rápidas, demandando menos poder computacional, e mais financeiramente acessíveis.. Ferramentas computacionais permitem representações tanto hiper-realistas, quase palpáveis, quanto visões ideológicas, livre de erros, às vezes excedendo a realidade. A arte de representar espaços migrou do desenho plano sem a busca pela profundidade espacial, para a perspectiva, capturando momentos mais fiéis a realidade, e subsequentemente para as vistas ortogonais axonométricas nos anos 1920, e o desconstrutivismo nos anos 80. A década de 2010 no entanto, foi um momento de grandes avanços no campo da Inteligencia Artificial, Data Science, e Computação, tornando tecnologias de renderização mais acessíveis e eficientes, com o mercado de renderizações chegando a 1.5 bilhões de dólares em 2018. Com novas tecnologias, é possível não só representar o mundo como ele realmente é, mas como explorar novas metodologias, criando distorções e simulações que aparentam reais mas que não seguem nenhuma regra do universo físico. Animações agora, convertem o estático em um leque de possibilidade infinito. Contudo, a falta de infraestrutura, bem como de especialistas técnicos, é um dos principais motivos pelos quais a visualização arquitetônica é usada em um número limitado de empresas, e concentrada em certas regiões como Estados Unidos, Europa e Ásia. A falta de recursos tecnológicos, e de suporte adequado, leva a um aumento no custo das soluções 3D. PROCESSO SOFTWARE Com tantos programas de renderização e modelagem disponíveis, nos questionamos - Qual é a diferença entre eles? O tipo do programa influencia na qualidade e resultado final? Para isso devemos primeiro entender a tecnologia por trás desses mecanismos. CPU e GPU CPU (Central Processing Unit), ou Unidade de Processamento Central, em português , é o cérebro do computador, que processa poucas informações por vez. Já o GPU (Graphics Processing Unit), ou Unidade de Processamento Gráfico , processa várias informações simultaneamente. Alguns programas de Renderização utilizam ambos (CPU e GPU) para criar vídeos e imagens, contudo, alguns programas só utilizam ou um, ou outro. O benefício de utilizar um programa que funciona com o GPU, é a rapidez de produção de imagens. Contudo, usar o CPU, pode significar uma capacidade maior de memória de vídeo e VRAM. Biased e Unbiased Biased (ou polarizado, em português ), significa que o programa de renderização estimará os valores de cálculo de imagem, utilizando funções matemáticas ao invés de calcular cada pixel. Apesar desse processo ser mais rápido, os resultados podem não ser tão precisos. Unbiased (ou imparcial, em protuguês), significa que cada pixel é calculado sem interpolação entre os pixels, produzindo imagens mais precisas e realistas. Muitos programas de renderização são capazes de produzir imagens utilizando ambos os métodos - polarizados e imparciais. Phisically Based Rendering PBR (ou Renderizações Baseadas na Realidade, em português), simplificadamente, é um processo que usa modelos e mapas realistas de sombreamento / iluminação junto com representação de valores físicos de superfície, para representar com precisão os materiais do mundo real. FERRAMENTAS V-Ray Híbrido (CPU e GPU) - Imparcial Funciona com- Cinema 4D, 3ds Max, Maya, Houdini, Softimage, Rhino, Modo, Nuke, Katana, Sketchup, Revit, Unreal Corona CPU - Imparcial e Polarizado Funciona com - 3ds Max, Cinema 4D, ARCHICAD (alpha), Blender Keyshot CPU - Imparcial Funciona Independentemente. Maxwell GPU - Imparcial Funciona Independentemente com suporte para- Maya, 3ds Max, Softimage, Form•Z, Modo, Nuke, Rhino, ArchiCAD, Revit, Sketchup Arnold Híbrido (CPU e GPU) - Imparcial Funciona com - Maya, Cinema 4D, 3ds Max, Houdini, Katana, Softimage Lumion Híbrido (CPU e GPU) - Polarizado Funciona Independentemente com suporte para arquivos- Revit, Rhino, Sketchup, Autocad, 3DsMax, Archicad, VectorWorks, BricsCad. Unreal CPU - Polarizado Funciona Independetemente com suporte para arquivos de 3ds Max, Revit, SketchUp Pro, Cinema 4D, Rhino, SolidWorks, Catia e uma série de outros formatos DCC, CAD. RedShift GPU - Polarizado Funciona com - Maya, Softimage, 3ds Max, Cinema 4D, Houdini, Katana Enscape CPU - Polarizado Funciona com- Revit, Sketchup, Rhino, Archicad, Vectorworks. EXEMPLOS Ilustração . A ilustração é um método que propaga a criatividade. Podendo ser um processo desenvolvido em fases, em que não há restrições impostas pela conceituação do que deve ser real. Vantagens: Não depende de uma ferramenta de renderização. A ilustração estimula a imaginação do observador, e diminui o tempo de trabalho gasto em ajuste de materiais, luz e sombra. autor - Shahzia Sikander Método | Aquarela no papel Wasli ​ Misto . Um método misto normalmente se dá com uma base renderizada, seguida da adição de camadas no estilo colagem, em que escalas humanas, céu, e o entorno não precisam seguir as regras do realismo. Vantagens: Ter uma base renderizada pode permitir a obtenção de uma imagem com mais detalhes e atenção a qualidade de luz e sombra, enquanto os elementos de colagem apenas atuam como ambientação e criação de atmosfera. autor - Khoury Arquitetura Método | Sketchup V-Ray Photoshop ​ Hiper-Realista . Uma renderização Hiper-realista se baseia fortemente numa produção por um mecanismo de renderização, e modelagem 3d, focado em representar luz, materiais e profundidade de maneira fiel ao ambiente em que vivemos. ​ ​ Vantagens: Pessoas que não possuem os olhos treinados para design ou arquitetura conseguem entender a proposta de projeto rapidamente, facilitando a tomada de decisões como definição de materiais e dimensionamento. autor - Victor B. Ortiz Método | Autodesk Revit Rhino 3D Lumion 3D Photoshop ​ ​ APRENDA Pós produção + Photoshop é um curso para aqueles que querem aprender as técnicas essenciais de composição e renderização. Aqui o aluno vai aprender como os maiores estúdios de visualização criam suas imagens (Técnicas de camera, cor, materiais, modelos e etc). O aluno concluirá o curso com habilidades diversas em composição de imagem e domínio de ferramentas. VER CURSO ARTIGOS Descubra mais sobre os tópicos da ArqBit na página de Artigos. LEIA MAIS

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